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5 dicas para ajudar os miúdos a usarem óculos.

Esta semana fomos de novo o oftalmologista.

Em dois anos e qualquer coisa ja fomos lá 3 vezes com a Beatriz. O João, lá terá que o fazer, também no próximo mês e será a quarta vez.

Usam os dois, óculos desde os dois anos e pouco. Descobri-mos através de um rastreio que fizeram os dois, aos dois anos no centro de saúde onde pertencem. Não foi uma noticia fácil na altura, mas à medida que o tempo passou, pensamos, ainda bem que detetamos a tempo e lhes conseguimos proporcionar o conforto de usar os óculos assim tão cedo, se precisavam.

E agora pronto, tem que ser e já se habituaram.

Na verdade, ele mais, ela menos. A Beatriz diz que não gosta dos óculos, tira-os sempre que pode e já os arruinou bastante, tanto que nesta consulta já nem os levamos para não passar vergonha perante o médico.

Remendados algumas vezes, ainda duraram!

Também é verdade que eles já deviam ter ido à consulta, aí há uns 6 meses, mas fechou tudo e adiamos as consultas. Então, estes coitados (os óculos) tiveram que resistir mais uns tempos.

Quanto ao resultado da consulta, foi que não melhorou nem piorou, só uns ajustes próprios da idade, segundo palavras do médico.

Então, ontem, foi dia de escolher uns óculos bem mais giros, mais de menina – menos de bebé, e mais resistentes, por favor.

Havia 3 opções possíveis, mas a escolha final foi dela: Turquesa, cor-de-rosa e brilhantes como as princesas, pois está claro.

Tem rosa? E brilham? Pode ser!

Foi tudo muito rápido. Já passamos por isto 3 vezes. Já sabemos qual a loja a ir, a melhor marca para estas idades e os modelos que melhor servem, para crianças que não param e os tiram a cada zanga, ou desculpa possível e os atiram sabemos lá nós para onde.

Então além de terem que ser bastante maleáveis, laváveis e resistentes, convém lembrar que:

  • O ideal é escolher um modelo, que o olho fique no centro da lente.
  • Também é bom que sejam leves, de forma a eles nem notarem que os tem e não incomodarem ao terem que usar um dia inteiro.
  • Ter atenção que não magoe atrás na orelhinha.
  • Se o modelo permitir, usar as fitas que os óculos de alguns modelos já trazem. Quando eles eram mais pequeninos usavam as fitas que prendiam nas hastes e davam a volta à cabeça. É bom para os mais agitados. Na verdade estes modelos sem as fitas, também não caem assim tão facilmente, mas em situações que impliquem algo parecido com cambalhotas, dá um certo jeito.
  • Depois é incentivar o uso e não facilitar nunca, pois para eles nunca os usariam. Talvez os usem por vontade própria mais tarde, quando já são maiores e já se apercebem que com óculos vêm muito melhor e têm a vida mais facilitada. Também é importante usar sempre reforços positivos e mostrar que mais pessoas na família usam.

Se quiseres saber como foi no início, lê o post abaixo.

Ultimo post sobre óculos

De volta ao blog – ás inspirações, ideias e experiências na maternidade.

Dizem que se influenciarmos positivamente pelo menos uma pessoa com algo que criamos, ja vale a pena tê-lo feito.

Claro que se influenciarmos 5 ou 10 e por aí fora, o sentimento de dever cumprido é ainda maior.

Em determinada altura achei que o meu contributo aqui no blog já não era tão relevante. Os textos que me fizeram sentido escrever, estavam feitos, as ideias expostas e o sentimento de dever cumprido também.

A minha vida e o meu foco, levaram outro rumo e fiz outras coisas, noutras áreas, e de tudo me orgulho.

Olho para trás e foram etapas e fases da minha vida e do meu percurso, necessários para que crescesse muito mais na variedade e na diversidade e que agora resultassem, inevitavelmente, em mais maturidade e segurança.

Então isto tudo para dizer, que estou de volta. Quero voltar a dar vida a este projecto que tanto me encantou e espero, que a quem leu, também.

Os meus filhos estão mais crescido, – Oh e como estão mais crescidos – as etapas em que se encontram são outras e os cuidados, brincadeiras, experiências, definitivamente outras. Mas igualmente desafiantes e interessantes.

Estão companheiros, alinham nas nossas conversas todas, sair para eles é uma festa, mas ficarmos em casa todos amontoados no sofá é igualmente delicioso.

Brincam muito um com o outro e apesar de se zangarem a cada 5 minutos, já vejo ali companheiros para a vida. E fico tão feliz por isso!

E inevitavelmente são a minha fonte de inspiração. Então, cá estarei a partilhar as pequenas/grandes questões da Maternidade.

Foste mãe recentemente ou vais ser mãe nos próximos tempos? Então não te esqueças que há artigos em datas anteriores, bem interessantes e que podem ser-te úteis.

Tens ideias para artigos, ou questões que gostarias de saber a minha opinião ou qual foi a minha experiência? Escreve aqui ou envia mensagem privada.

Bem-vindos ❤

De volta à escola I

Já voltaram à escola.

Na verdade, sabia melhor mais férias, mais tempo connosco, mais tempo sem horários, mais tempo de chinelo no pé.

Mas precisam regressar e irem para a escola ainda numa fase descontraída, quando ainda é só brincadeira e re-encontro com os amigos, faz-lhes tão bem!

Chegam estafadinhos a casa. Banho, jantar, cama e adormecem em minutos. Brincaram, tiveram experiências novas, contam coisas que fizeram com os amigos e a vida parece que voltou ao normal.

Só tenho pena que o tempo que estão na escola seja superior ao que eu desejaria que eles estivessem. Uma coisa é deixa-los para as actividades, aulas e para a brincadeira, a outra é deixa-los porque não temos forma de os ter noutro local que não seja lá, e ás vezes essa hora, ou horas a mais, tornam-se pesadas para eles.

Estes últimos meses (Junho, Julho e Setembro) permitiu-nos, de alguma forma, não os sobrecarregar com horas a mais na escola e fez-me pensar que realmente, esses sítios deviam ser locais aonde vão para fazer alguma coisa e não aonde vão, porque não temos alternativa a pô-los na escola mais tarde, ou de os ir buscar mais cedo.

Acontece na verdade, cada vez com famílias que estão deslocadas das suas zonas de origem, como nós e que por isso não existe uma rede de apoio familiar. Isto é realmente muito importante e tem grande impacto em miúdos principalmente assim pequenos.

Mas talvez esta paragem, este abrandar forçado nas nossas vidas, tenha vindo chamar a atenção para este assunto – das crianças que passam demasiado tempo na escola. Alguma coisa tem de ser entretanto ser alterada, nomeadamente as horas que passamos nos nossos trabalhos, porque na verdade não me ocorre outra.

Uma coisa sem duvida ficou destes tempos tão estranhos, não há nada mais importante que a nossa família e que os nossos filhos, o tempo que passamos com eles e a qualidade desse tempo.

É por isso que vou lutar e gerir as nossas vidas.

Aniversário à porta.

Já o Junho vai alto e eu ainda tenho que preparar uma festa de anos! Uma não, duas. Sim que eles pensaram lá para eles, quando ainda estavam lá em cima que o que era giro era serem gémeos mas de anos diferentes, para dar descanso à mãe.

Então, sinceramente nem sei o que vou fazer. Ideias tenho, falta é perceber como vão estar as coisas daqui a 15 dias. Se fazemos para a família mais chegada ao ar livre ou se comemoramos só nós em casa, se vamos sair para algum lado ou se ficamos por aqui. Se respiramos fundo, se vamos a medo.

Bem sei, que nos últimos 3 meses ninguém fez bem o que tencionava fazer antes disto tudo acontecer. Muitos meninos festejaram á luz dos telefones e dos tablets apontados. Não quer dizer que não tenha sido importante e divertido mas a liberdade e o poder de escolha é uma coisa que temos bem marcado em nós e nós gostamos de escolher.

Queria, claro, dar-lhes um dia especial. Que andassem por aí felizes, partilhassem com a família, com os amigos, que tivessem as brincadeiras…

A expectativa aqui em casa sempre foi grande em relação aos aniversários. Sente-se neles uma grande emoção ao falar dos anos. Acho que ficam mesmo à espera que venha o ano a seguir depressa, para haver outra festa.

Bom, é isso. Dia 23 temos os anos dos nosso meninos e mais importante que tudo é que estejamos todos bem e juntinhos.

E por aí, como foram os aniversários em tempos de quarentena?

E os que ainda aí vêm, o que estão a pensar fazer?

A vida deles a passos largos.

O que mais me custa é a vida deles a passar a passos largos mas num curto espaço físico. Longe de todos os que eram próximos e faziam também a caminhada junto com eles. Da escola com as educadoras e auxiliares que passavam mais tempo do que nós com eles e de quem eles já têm saudades. Dos amigos com quem estavam a criar relações e a crescer juntos.


Dos familiares mais próximos que estão privados de os ver crescer e de acompanharem as conquistas e por sua vez deles por não estarem na companhia desses familiares que tão bem os ajudam a crescer e a formarem quem serão um dia.


Não há melhor do que estar com os Pais e isso eles têm todo o dia como nunca tiveram ou voltarão a ter, mas falta às nossas crianças outros estímulos, estímulos da rua, estímulos do desconhecido, do inalcançável, falta de novas descobertas e das diferentes realidades que a todos nos fazem crescer e evoluir.
Espero que consigamos repor tudo isto e que um dia só se lembrem das coisas boas.

https://amaeeminha.com/sobre-mim/os-meus-filhos/

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Filhos diferentes de Nós.

Uma das coisas que mais me dá gozo na Maternidade e que fico muitas vezes a pensar, é como os meus filhos são tão diferentes de mim.

Como é que dois seres que saíram de mim, são tão pouco parecidos comigo? Não digo fisicamente, isso eu sei que muda, que nascem igual ao Pai por causa da protecção da espécie, depois mudam e umas vezes saem à mãe, outras à tia, ao tio, tem os olhos da avó o queixo do avô. Há em geral nas famílias, pequenas discussões entre os diversos familiares, sobre a que lado saiu mais a criança e esta acaba “desmembrada” porque dizem que a parte de cima da cara é do pai, a de baixo da mãe, as pernas são as da avó e o cabelo é igualzinho ao da tia-avó do lado do pai do primo.

Então e o feitio?! Claro que obviamente haverá semelhanças e que existem as comparações sobre que feitiosinho é aquele?!

Bom, é disso que falo. Falo da sua maneira de estar e de ser e que tão bem já se nota em idades assim tão tenras.

Os meus têm a sua própria forma de estar, as suas personalidades bem definidas, têm o seu próprio jeito, as suas manias, as teimosias e os feitios.

Não é que eu tivesse alguma vez pensado nisso, em como seria e que agora fosse alguma expectativa frustrada, nada disso. Nunca pensei que era bom eles serem de determinada maneira ou de outra. Sempre deixei ver para crer! Mas causa-me muita curiosidade e admiração como eles criam o seu próprio Espaço no Mundo, com as suas próprias maneiras, vontades e quereres e não como cópia dos Pais. E ainda bem!

É assim também que aprendemos com eles, que nos surpreendem, que nos orgulhamos. E, é mesmo assim que saberemos que eles serão sempre melhores que Nós!

Como este dia se tornou tão especial? O dia 23 e a sua energia mais que positiva!

Não faças o que eu faço… O verdadeiro exemplo que damos aos nossos filhos.

Pequenos (e os) pecados.

A solidão na multidão.

Não há coisa pior que nos sentirmos sós na nossa vida, sós no nosso mundo, sós com os nossos problemas.

Já passei por isso várias vezes. Claro que se evolui, se cresce, mas também se fica marcado como se fosse um cunho invisível que ali fica, endurecido pelo tempo.

Já passou, parte de mim sabe que nunca mais vai voltar a esse estado e parte de mim tem uma tendência a tremer de medo que isso volte a acontecer.

Porque a nossa mente tem rasteiras, tem esquinas que não sabemos o que está do outro lado e tem socalcos invisíveis que teimamos em tropeçar como as crianças pequenas.

Quem dera que cada pessoa possa ter uma pessoa pelo menos que acalme a sua dor.

Quem dera que cada dor possa ser aliviada com um abraço.

Quem dera que cada abraço sirva de capa protetora, que nos metem em cima e lá possamos recuperar para no dia certo desabrochar.

Quem dera que todos possam desabrochar e viver as coisas da vida como elas merecem ser vividas.

Quem dera que a vida seja VIDA!

E não uma espécie de morte na vida!

Quem foram as primeiras pessoas a saberem da gravidez?

Ora aqui está um assunto que diverge muito.

Há pessoas que não têm problema nenhum em contar mal descobrem a noticia e mais umas quantas pessoas que guardam a notícia até mais tarde, normalmente contorcendo-se sempre para que ninguém descubra, porque nestas coisas queremos ser nós a contar esta notícia tão maravilhosa.

Claro que se passamos pelo processo de andar a controlar e a fazer testes de gravidez, logo na segunda semana já é possível ver a tão desejada risquinha mesmo que muito, muito ténue e a segunda pessoa a saber além de nós, é o pai da criança, pois claro. E a partir daí, a seguir à notícia ser confirmado na ecografia na consulta com o médico obstetra, mais ninguém fica a saber pelo menos até as 12 semanas, principalmente se formos do tipo de esperar até as coisas estarem realmente seguras (que nunca estão mas pelo menos há mais probabilidades).

Aqui foi assim!

Então se não contamos aos nossos Pais, nem amigos, nem colegas de trabalho, andamos ali a remoer todos os dias, não é?

  1. primeiro para que ninguém descubra nem faça questões sobre porque que só tomamos um café, porque que nos afastamos de ambientes de fumo como se estivesse lá satanás, e porque que vamos tantas vezes à casa de banho.
  2. E depois a remoer porque queremos tanto contar a novidade, queremos tanto partilhar tudo o que sentimos e todas as expectativas e ansiedades.

Mas há outro sítio onde somos obrigadas a contar. (Lembrem-me lá de mais.)

Acho que a seguir ao Pai, às meninas de um fórum do qual eu fazia parte onde na altura ninguém se conhecia, e ao Obstetra, a quem eu tive mesmo que contar foi ao Médico Dentista. E das duas gravidezes!

Com receio da anestesia e também porque tive que fazer um raio-x ao qual tive que proteger a barriga com um avental de chumbo bastante pesado, tive mesmo que dizer que estava grávida. Confesso que foi estranho. Dizê-lo, na altura era bem mais difícil do que pensava.

Mas também confesso que me deu algum gozo poder falar tão abertamente deste assunto tão preferido no momento.

Bom, aqui resolvemos esperar pelas 12 semanas para contar a todos. E depois aí, sim foi um alívio.

Agora quero saber por aí o que optaram por fazer. Contar logo ou esperar?

E depois, quem foram as primeiras pessoas a saberem do gravidez?

A Casa dos Pijamas 2019

Nós já temos as Casinhas Pijama 2019!

Cá estão as nossas Casinhas, que fazem parte de um Kit Educativo, com livros, uma dança-canção e sugestões de atividades para os nosso pequeninos e que são também um mealheiro para que todos, pais avós, vizinhos, possam contribuir para a Missão Pijama.

Este dia visa sensibilizar todos um pouco, para o direito de todas as crianças crescerem numa família.

É também o dia onde se comemoram 30 anos sobre a Convenção internacional dos DIREITOS DA CRIANÇA.

 

Amanha é dia de ir de Pijama para a escola. E que animados eles por aqui estão!

 

Casa dos Pijamas 2018

E o Blog – A Mãe é Minha! já tem 1 ano.

Faz hoje 1 ano que lancei o Blog, apesar de já andar a preparar tudo desde Agosto desse ano.

Fui de férias e pensei: “Tenho que fazer alguma coisa diferente, tenho que inventar alguma coisa para sair do que faço sempre, do que me sinto confortável em fazer.”

E assim foi.  Escrevi, escrevi, pesquisei, preparei e ao fim de algum tempo já tinha material com algum interesse para sair cá para fora, mesmo que isso fosse ou não, importante para todos. Mas para alguém seria, para alguém, nem que fosse uma pessoa iria fazer sentido.

E aqui estou ,

  • 82 artigos no Blog.
  • mais de 124 publicações no Instagram e 516 seguidores.
  • mais umas tantas publicações no Facebook e 751 pessoas que gostaram da página.

Para mim é brutal!

É olhar para trás e perceber que as coisas têm que se fazer. Pode dar certo, ou não, mas, fazer, ir, sair, tem grande probabilidade de acontecerem coisas boas e aconteceu e isso é mesmo BRUTAL! :))

Depois foi só começar e replicar o que já tinha feito e outras coisas foram surgindo.

Talvez por estar mais disponível mentalmente, nunca disse não e fui abraçando novas ideias e novos projectos como as  Gotinhas de Perlimpimpim que me deixam FELIZ! Que me fazem pensar que a vida pode ser muitas coisas!

Obrigada a quem gastou um pouco do seu tempo a ler as ideias que por aqui andaram! Às Mães e Pais que leram e se identificaram, a quem leu e de alguma forma se sentiu mais apoiado, menos só neste mundo da Maternidade, a quem as informações foram úteis e a quem nem que seja um pouquinho tenha conseguido mudar e  melhorar. Se assim foi, já fez mesmo muito sentido!

Daí para cá tenho ganho tanto!! Amizades antigas recuperadas, novas amizades, novas ideias e partilhas e uma vontade enorme de continuar!

E a história ainda só está a começar.

Ler também:

A viagem começa aqui